Mestrado Profissional em Educação Inclusiva celebra sucesso de inscrições

Trezentos. Esta é média de inscritos que o Mestrado Profissional em Educação Inclusiva (Profei) registrou apenas na Universidade Estadual de Ponta Grossa, em 2024. Coordenado em rede por instituições de ensino superior brasileiras, o Programa celebra recorde de inscrições desde a sua primeira turma, há quatro anos. Nesta edição, foram 570 vagas oferecidas no Brasil…

Trezentos. Esta é média de inscritos que o Mestrado Profissional em Educação Inclusiva (Profei) registrou apenas na Universidade Estadual de Ponta Grossa, em 2024. Coordenado em rede por instituições de ensino superior brasileiras, o Programa celebra recorde de inscrições desde a sua primeira turma, há quatro anos. Nesta edição, foram 570 vagas oferecidas no Brasil – destas, 36 estão na UEPG. No Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, a instituição celebra o Mestrado que tem o foco na educação inclusiva e especial.

Iniciado em 2020, o Profei é um curso de ensino híbrido com oferta simultânea nacional, formado por uma Rede Nacional de 21 Instituições de Ensino Superior. O objetivo é formar profissionais que busquem uma sociedade inclusiva. O formato de aulas é considerado único. Cada IES leciona disciplinas obrigatórias aos seus alunos matriculados, em momentos síncronos e presenciais. Já as eletivas ficam a critério do aluno escolher quais deseja fazer, dentro da sua de linha pesquisa, em qualquer instituição vinculada à Rede.

“Temos uma demanda alta de procura, porque o Profei é voltado a formados em qualquer licenciatura, trabalhando na perspectiva da educação inclusiva. Por ser profissional, o professor pode desenvolver projetos de pesquisa e um recurso educacional, que poderá ser aplicado na sala de aula”, destaca a professora Elenice Foltran, coordenadora do Profei na UEPG.

O Brasil registrou aumento expressivo de matrículas de pessoas com deficiência na Educação Básica e Superior. O Censo Escolar divulgou dados de 2023, em que mostra que das 1.771.430 matrículas na educação especial computadas, a maior concentração está no ensino fundamental, com 62,90%. Pela crescente demanda de profissionais qualificados, o Profei chegou na hora certa. “A educação especial e inclusiva não tinha recebido a atenção que merecia, então percebemos que agora há um esforço para que o trabalho seja reconhecido, até porque esses alunos estão chegando até ao ensino superior, então não tem como fecharmos os olhos pra esta realidade”.

Lucia Mara de Lima Padilha, professora do Profei na UEPG, ressalta que a educação inclusiva vai para além da educação especial. “Ela faz parte da educação inclusiva, mas pesquisas apontam que é algo muito amplo e abrange a educação de campo, quilombola, ensino de jovens e adultos e prisional, então podemos ver a educação inclusiva em várias frentes”.

Experiência de alunas

Joelma Aparecida Krepel é uma das alunas que mostra a multiplicidade da educação inclusiva. Professora em uma escola rural de Itaiacoca, ela destaca a relevância do Profei na sua atuação profissional. “Antes eu via a educação de campo só no papel, mas agora vejo o quanto nós professores somos responsáveis por colocar as diretrizes em prática”. Uma das interfaces da pesquisa de Joelma busca catalogar como ocorre a educação em escolas rurais na região. “Agora quero contribuir cada vez mais na educação de Ponta Grossa, e isso me dá uma responsabilidade de trabalhar pela inclusão e pelo fortalecimento dessa frente”.

“O Mestrado Profissional em Educação Inclusiva é um incentivador de novas práticas dentro de sala de aula, pois mostra para nós que o aluno é para além de um laudo ou uma condição”, conta a mestranda Marilene Luckof. No seu projeto de pesquisa, ela busca analisar habilidades de leitura em estudantes com deficiência intelectual. “Durante meus estudos, eu abri meus olhos para muitas coisas que passam despercebidas no ambiente escolar. Vejo que muitos educadores têm uma visão equivocada desses alunos, então é algo que agora posso contribuir para que seja melhorado”, salienta.

Características Inovadoras

Durante as aulas, os alunos aprendem sobre Educação Inclusiva com uma perspectiva multidisciplinar. Os professores vêm da área da educação, saúde e também informática. “Nossos egressos já desenvolveram recursos educacionais valiosos, como e-books e sofwtares, que estão disponíveis para uso em ambientes educacionais”, adiciona a professora Elenice. Além da diversidade de professores, os alunos também vêm de todo o canto do Brasil. “Nossas turmas são muito diversas, temos alunos do Ceará, Rio de Janeiro, Bahia, Paraíba, cada um com suas experiências, que escolheram a UEPG, dentre tantas instituições dentro do Profei, então estamos levando o nome da Universidade para o Brasil todo”, completa.

Conheça mais sobre o Profei no site, aqui.

Texto e fotos: Jéssica Natal

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